A conta que resolve o pedido de café de uma empresa tem quatro fatores e nenhum mistério:
gramas por mês = nº de pessoas × xícaras por pessoa por dia × gramas por xícara × dias úteis no mês
Com a base mais comum de copa brasileira — 2 xícaras de 150 ml por pessoa, 10 g de pó por xícara, 21 dias úteis — o resultado é 420 g por funcionário por mês. Uma equipe de 50 pessoas consome 21 kg; uma de 10, 4,2 kg. Daí saem 84 e 17 pacotes de 250 g, respectivamente.
O que estraga essa conta na prática não é a fórmula, são os três números que entram nela sem ser medidos: quantas xícaras a sua equipe realmente toma, quantos gramas a sua máquina realmente dosa e quantos dias por semana as pessoas realmente estão no escritório. Este guia resolve os três, entrega a tabela pronta de 5 a 200 pessoas e mostra como recalibrar o pedido depois de dois meses de consumo real — que é quando a conta de planilha vira conta de verdade.
A fórmula do consumo mensal: xícaras por dia, dias úteis e gramas por método
Os quatro fatores merecem atenção desigual. Dois são fáceis e dois são onde as empresas erram.
Dias úteis: 21, não 30
Um mês tem em média 21 dias úteis descontados fins de semana e feriados. Usar 30 é o erro mais caro da lista, porque infla o pedido em 43% de uma vez só. Um ano tem cerca de 252 dias úteis; dividido por 12, dá 21. Meses com feriado emendado caem para 19 ou 20, e janeiro e dezembro caem mais ainda por causa de férias.
Gramas por xícara: o número que a copa não conhece
É o fator com maior variação e o único que ninguém consegue estimar de cabeça. A dose sai da proporção e do volume da xícara:
dose em gramas = volume da xícara em ml ÷ (proporção − 2)
O −2 é a retenção: cada grama de pó segura cerca de 2 ml de água na borra, que nunca chega à xícara. Numa xícara corporativa de 150 ml a 1:16, a dose fecha em 10 g. Numa caneca pessoal de 300 ml, a mesma proporção pede 21 g. Escritórios em que cada pessoa usa a própria caneca consomem quase o dobro de escritórios com xícaras padronizadas, e nenhuma outra variável explica tanta diferença de pedido entre empresas do mesmo tamanho.
Xícaras por pessoa: uma faixa, não um número
Trate como faixa de planejamento e meça depois. A faixa que funciona para dimensionar o primeiro pedido está na seção seguinte.
Número de pessoas: quem está no prédio, não quem está na folha
O denominador certo é a média de pessoas presentes por dia, não o total de contratados. Numa empresa de 100 funcionários com 3 dias presenciais por semana, a presença média diária é 60. Usar 100 gera 40% de estoque parado envelhecendo na copa.
Quantas xícaras por dia um funcionário realmente toma
Não existe um número universal, e qualquer fornecedor que ofereça um está chutando. O que existe são faixas por tipo de copa, porque o formato de servir determina o consumo mais do que o gosto das pessoas:
| Como a copa serve café | Xícaras por pessoa por dia | Por que essa faixa | Gramas por pessoa por dia (xícara de 150 ml) |
|---|---|---|---|
| Garrafa térmica preenchida 2 vezes ao dia | 1,5 a 2,5 | O café acaba e ninguém repõe fora do horário; o consumo é limitado pela oferta | 15 a 25 g |
| Máquina de filtro por gravidade, jarra sempre cheia | 2,0 a 3,0 | Disponibilidade contínua eleva o consumo, sobretudo à tarde | 20 a 30 g |
| Máquina automática com moedor, botão livre | 2,5 a 3,5 | Dose individual e sem espera; cada pessoa vai mais vezes e leva menos por vez | 18 a 25 g (dose de 7 a 9 g) |
| Máquina de cápsula com estoque controlado | 1,5 a 2,5 | O controle de estoque funciona como racionamento informal | 8 a 13 g (dose de 5,2 g) |
| Café pago pelo funcionário na copa | 0,8 a 1,5 | Pagar por xícara corta o consumo pela metade | 8 a 15 g |
Duas correções que mudam a faixa dentro da mesma empresa:
- Turno. Operações com turno da noite consomem mais por pessoa que o horário comercial, tipicamente uma xícara a mais por plantão.
- Perfil da atividade. Times de atendimento e operação, que ficam na mesma cadeira o dia inteiro, consomem mais que times que passam o dia em reunião externa. A diferença chega a uma xícara por pessoa por dia entre andares da mesma empresa.
Para o primeiro pedido, use o meio da faixa do seu formato de copa. Depois de 60 dias você troca essa estimativa pelo número real — o método está na última seção.
Gramas por xícara em cada método: coado, prensa, espresso e cápsula
Duas empresas com o mesmo número de pessoas e o mesmo hábito podem ter pedidos que diferem em três vezes, só pelo equipamento da copa.
| Equipamento da copa | Volume servido | Dose por xícara | Gramas por litro de bebida | Gramas por pessoa/dia a 2 xícaras |
|---|---|---|---|---|
| Coador industrial / garrafa térmica | 150 ml | 10 g | 67 g | 20 g |
| Máquina de filtro por gravidade | 150 ml | 10 g | 67 g | 20 g |
| Coador de papel individual | 200 ml | 14 g | 71 g | 28 g |
| Prensa francesa (reuniões) | 200 ml | 15 g | 77 g | 30 g |
| Máquina automática, espresso simples | 30 ml | 7 a 9 g | 250 g | 14 a 18 g |
| Máquina automática, café longo | 110 ml | 9 a 11 g | 91 g | 18 a 22 g |
| Máquina automática, cappuccino | 150 ml com leite | 7 a 9 g | — | 14 a 18 g |
| Cápsula | 40 ml | 5,2 g | 130 g | 10,4 g |
O que essa tabela revela e a maioria dos orçamentos ignora:
- Espresso e cápsula consomem menos café por pessoa e servem menos bebida. Uma dose de 30 ml não substitui uma xícara de 150 ml em nada além do nome. Quem migra de coado para máquina automática costuma ver o consumo de café cair 30% e o número de idas à copa subir — porque cada ida entrega menos líquido.
- Caneca pessoal destrói qualquer previsão. Se as pessoas levam caneca de 300 ml para a jarra da copa, a dose efetiva por serviço vai a 20 g. O mesmo escritório de 50 pessoas que consumiria 21 kg passa a consumir 42 kg. Padronizar o recipiente é a alavanca mais barata de controle de consumo que existe.
- A moagem muda o peso da mesma medida. Copa que dosa com medidor de volume, e não com balança, tira mais gramas quando o café está mais fino, porque as partículas se acomodam melhor. Entre um moído médio e um fino, a mesma concha entrega de 15% a 25% a mais de pó.
As proporções de cada método estão detalhadas no guia de proporção de café e água ideal para cada método, e valem igual em casa e na copa — o que muda é a escala.
Tabela pronta: consumo mensal de 5 a 200 funcionários
Cenário-base da tabela: xícara de 150 ml, coado ou máquina de filtro, dose de 10 g, 2 xícaras por pessoa por dia, 21 dias úteis, presença integral. Se a sua empresa é híbrida, aplique antes o fator de presença da seção seguinte.
| Nº de pessoas presentes/dia | Xícaras por dia | Gramas por dia | Kg por mês (21 dias) | Pacotes de 250 g por mês | Frequência de entrega sugerida |
|---|---|---|---|---|---|
| 5 | 10 | 100 g | 2,1 kg | 9 | Mensal |
| 10 | 20 | 200 g | 4,2 kg | 17 | Mensal |
| 25 | 50 | 500 g | 10,5 kg | 42 | Quinzenal |
| 50 | 100 | 1,0 kg | 21 kg | 84 | Quinzenal |
| 100 | 200 | 2,0 kg | 42 kg | 168 | Semanal |
| 200 | 400 | 4,0 kg | 84 kg | 336 | Semanal |
Duas conversões que economizam tempo em qualquer porte:
- 420 g por pessoa por mês no cenário-base. Multiplique pelo número de presentes e você tem o pedido em gramas sem passar pela tabela.
- 1,7 pacote de 250 g por pessoa por mês. Útil para conferir orçamento de fornecedor: se a proposta chega com número muito acima disso para copa de coado, ou a dose assumida está alta, ou o cálculo usou 30 dias.
Como a tabela muda com máquina automática
Se a copa usa máquina automática com moedor e a dose é de 8 g em bebidas curtas, o consumo por pessoa cai para cerca de 336 g por mês. A mesma empresa de 50 pessoas passa de 21 kg para 16,8 kg. Mas atenção ao efeito de compensação: máquinas automáticas costumam elevar o número de idas à copa, e a faixa realista sobe para 2,5 a 3,5 bebidas por pessoa — o que devolve boa parte da economia. Planeje 350 a 450 g por pessoa por mês e ajuste depois.
O que distorce a conta: híbrido, visitas, reuniões e o café da tarde
A tabela dá o esqueleto. Estes quatro fatores dão o número final.
Trabalho híbrido
Multiplique o número de pessoas pelo fator de presença antes de entrar na tabela:
| Regime | Dias presenciais por semana | Fator de presença | Equipe de 100 pessoas equivale a | Kg por mês |
|---|---|---|---|---|
| Presencial integral | 5 | 1,00 | 100 presentes | 42 kg |
| Híbrido 4 × 1 | 4 | 0,80 | 80 presentes | 33,6 kg |
| Híbrido 3 × 2 | 3 | 0,60 | 60 presentes | 25,2 kg |
| Híbrido 2 × 3 | 2 | 0,40 | 40 presentes | 16,8 kg |
| Remoto com encontros mensais | 0,25 | 0,05 | 5 presentes | 2,1 kg |
Existe um detalhe do híbrido que quebra o pedido mesmo com o fator certo: a presença não é uniforme na semana. Terça, quarta e quinta concentram a ocupação; segunda e sexta esvaziam. Numa empresa de 100 pessoas em 3 × 2, o pico de terça pode ter 85 presentes e a sexta, 20. O volume mensal fecha, mas a copa fica sem café na quarta-feira. A solução não é comprar mais: é abastecer a copa duas vezes por semana em vez de uma, com o mesmo total.
Visitas e reuniões
Some como linha separada, com número:
- Reunião de 8 pessoas com jarra de 1,5 litro: 100 g de pó por reunião. Três por semana são 1,2 kg por mês.
- Sala de espera de comercial ou recepção: 1 xícara por visitante. Trinta visitantes por semana são 1,2 kg por mês.
- Treinamento de dia inteiro, 20 participantes: 3 xícaras por pessoa, 600 g em um dia.
- Evento interno mensal, 50 pessoas: 750 g a 1 kg concentrados em uma tarde.
Empresas com recepção movimentada costumam ter de 10% a 20% do consumo total vindo de quem não trabalha ali. Se esse é o seu caso, calcule as visitas separadamente em vez de inflar a média por funcionário — a média inflada distorce todos os cenários futuros.
O café da tarde
Existe um segundo pico, entre 14h e 16h, que é menor que o da manhã em número de pessoas e maior em desperdício. É nele que a jarra fica pronta e esfria sem ser bebida. Café coado que passa de 40 minutos na chapa aquecida perde aroma e ganha amargor de forma perceptível — e vai para a pia. Em copas com máquina de filtro por gravidade, esse descarte chega a representar de 5% a 15% do café preparado. A correção é preparar volumes menores com mais frequência à tarde, não comprar menos.
Sazonalidade
Dezembro e janeiro caem de 20% a 35% por férias e recessos. Julho cai menos, entre 5% e 15%. Meses de frio, em capitais do Sul e Sudeste, sobem de 10% a 20%. Ajustar o pedido nesses meses evita o pior cenário possível de copa: estoque grande de café bom envelhecendo enquanto o escritório está vazio.
De gramas para pacotes: quantos pacotes de 250 g por mês
A conversão é direta — gramas por mês dividido por 250 —, mas duas escolhas mudam o resultado prático.
Moído ou em grão
A decisão não é de gosto, é de equipamento e de janela de frescor:
- Copa sem moedor — moído, obrigatoriamente. Janela útil de cerca de 30 dias após a torra, o que limita o estoque máximo ao consumo de um mês.
- Copa com moedor ou máquina automática com moedor integrado — em grão. A janela dobra para cerca de 60 dias, o estoque pode ser maior e o café que chega à xícara é melhor, porque o pó é moído no momento do preparo.
- Copa mista — máquina automática na frente e coador para reuniões. Compre em grão e mantenha um moedor de bancada; moer para o coador leva 30 segundos e evita carregar dois estoques.
O comparativo detalhado entre os dois formatos está em café em grão ou moído: qual comprar. Em escala corporativa, a diferença de frescor é mais visível que em casa, porque o volume comprado por vez é maior e o último pacote demora mais para ser aberto.
Fracionar em pacotes de 250 g ou comprar volume maior
Pacote pequeno tem custo por grama mais alto e uma vantagem operacional que costuma compensar: ele só é aberto quando vai ser usado. Um saco de 5 kg aberto na segunda-feira está oxidando desde a segunda-feira, inteiro. Quatro pacotes de 250 g abertos ao longo de duas semanas mantêm três deles lacrados enquanto o primeiro é consumido. Para café especial, em que o aroma é justamente o que se está pagando, o fracionamento em 250 g preserva o que o preço maior comprou.
Margem de segurança e ponto de recompra sem deixar café envelhecer
Copa desabastecida gera reclamação imediata; copa superabastecida gera café ruim silencioso. O equilíbrio se resolve com dois números, não com feeling.
Ponto de recompra
ponto de recompra = consumo diário × (prazo de entrega em dias úteis + 3 dias de folga)
Uma empresa de 50 pessoas consome 1 kg por dia. Com entrega em 4 dias úteis e 3 de folga, o pedido novo sai quando o estoque chega a 7 kg — 28 pacotes. Abaixo disso, qualquer atraso de transportadora vira copa vazia.
Estoque máximo
estoque máximo = consumo diário × dias da janela de frescor
Para moído, a janela é de 30 dias corridos, que equivalem a 21 dias úteis de consumo. A mesma empresa de 50 pessoas não deveria manter mais de 21 kg de café moído em estoque. Para grão, o teto dobra: 42 kg. Comprar acima do teto não é economia de escala, é compra antecipada de café plano.
| Pessoas presentes/dia | Consumo diário | Ponto de recompra (entrega em 4 dias) | Estoque máximo moído | Estoque máximo em grão |
|---|---|---|---|---|
| 10 | 200 g | 1,4 kg | 4,2 kg | 8,4 kg |
| 25 | 500 g | 3,5 kg | 10,5 kg | 21 kg |
| 50 | 1,0 kg | 7 kg | 21 kg | 42 kg |
| 100 | 2,0 kg | 14 kg | 42 kg | 84 kg |
| 200 | 4,0 kg | 28 kg | 84 kg | 168 kg |
Como o estoque deve ficar guardado
O erro clássico da copa é o pote de vidro transparente na bancada, ao lado do fogão. Luz e calor aceleram a oxidação mais rápido que o tempo sozinho. Três regras que não custam nada:
- Estoque lacrado em armário fechado, longe de fonte de calor, com temperatura estável.
- Um pacote aberto por vez, com o mais antigo sempre na frente. Rotação simples por data de torra, escrita no pacote com caneta.
- Nada de geladeira. O pacote sai gelado, condensa umidade ao voltar para a bancada, e a umidade é o que mais rapidamente apaga o aroma.
Os prazos e as condições estão detalhados em como armazenar café especial corretamente e em quanto tempo dura o café torrado.
Como recalibrar o pedido depois de 60 dias de consumo real
Toda a conta anterior é uma estimativa até você medir. Dois meses de operação bastam para trocar as suposições por dados, e o procedimento é simples o suficiente para caber numa planilha de cinco colunas.
- Registre o que entrou. Some os quilos recebidos nos dois meses.
- Meça o que sobrou. Pese o estoque no último dia. Consumo real = entrou − sobrou.
- Conte a presença real. Some a presença diária dos dois meses. Se não houver controle de acesso, use a média de refeições servidas ou uma contagem manual de duas semanas.
- Divida. Consumo real em gramas ÷ (presença total em pessoa-dia) = gramas por pessoa por dia. Esse é o único número que importa daqui em diante.
- Reprojete. Multiplique pelo número de pessoa-dia previsto para o próximo mês. Some as visitas e os eventos como linhas separadas.
Interpretação do resultado:
- Acima de 30 g por pessoa por dia — provavelmente há caneca grande em uso, dose sem controle ou descarte de jarra à tarde. Padronizar o recipiente e preparar volumes menores no segundo pico costuma resolver antes de mexer no pedido.
- Entre 18 e 30 g — faixa saudável para copa de coado com xícara padronizada. Mantenha o pedido e ajuste só a frequência de entrega.
- Abaixo de 15 g — ou a presença real é menor que a informada, ou o café está acabando antes do fim do dia e as pessoas desistiram. Vale checar o horário em que a jarra fica vazia antes de reduzir o pedido.
Recalibre a cada mudança estrutural — nova política de presença, contratação em bloco, mudança de equipamento da copa — e não a cada mês. Ajuste mensal com base em ruído produz pedido instável, que é o pior cenário para manter frescor.
Um indicador que vale mais que o consumo
Acompanhe também quantos dias por mês a copa ficou sem café. É o número que a equipe percebe e o único que justifica margem de segurança. Zero dia sem café com estoque no teto significa que dá para reduzir o pedido; dois ou mais dias sem café significa que o problema é frequência de entrega, não volume.
Nosso Bourbon Amarelo de Muzambinho, MG, cultivado acima de 1.000 metros e com pontuação SCA 84+, sai em pacotes de 250 g moído ou em grão, torrado perto da data de envio — formato que permite abrir um pacote por vez e manter o restante lacrado. As condições para pedidos recorrentes de copa estão em café especial para empresas.
Perguntas frequentes
Quantos gramas de café por dia para 20 funcionários?
Cerca de 400 g por dia no cenário-base: 20 pessoas × 2 xícaras de 150 ml × 10 g de pó. No mês de 21 dias úteis, são 8,4 kg, ou 34 pacotes de 250 g. Se a copa usa máquina automática com dose de 8 g, o consumo cai para perto de 320 g por dia; se as pessoas usam canecas de 300 ml, sobe para 800 g.
Quantos quilos de café uma empresa de 50 pessoas consome por mês?
Cerca de 21 kg com presença integral: 1 kg por dia útil, 84 pacotes de 250 g. Em regime híbrido 3 × 2, a presença média cai para 30 pessoas e o consumo para 12,6 kg. Some as reuniões e visitas como linha separada — em empresas com recepção movimentada, elas representam de 10% a 20% do total.
O consumo muda muito entre café coado e espresso?
Muda, e nas duas direções. Por bebida, o espresso consome menos: 7 a 9 g contra 10 a 14 g de um coado. Por litro servido, consome muito mais: 250 g por litro contra 67 g. Como a dose de espresso é de 30 ml e a xícara de coado tem 150 ml, quem migra para máquina automática costuma ver o consumo de café cair até 30% e o número de idas à copa subir.
Como calcular café para equipe em regime híbrido?
Multiplique o número de contratados pelo fator de presença antes de qualquer conta: 0,80 para 4 × 1, 0,60 para 3 × 2 e 0,40 para 2 × 3. Uma equipe de 100 pessoas em 3 × 2 equivale a 60 presentes, ou 25,2 kg por mês. Depois ajuste a frequência de abastecimento, porque terça a quinta concentram a ocupação e a copa pode esvaziar no meio da semana mesmo com o volume mensal correto.
Quanto estoque de café vale manter sem perder frescor?
No máximo o consumo de 30 dias corridos para café moído e de 60 dias para café em grão. Uma empresa que consome 1 kg por dia útil não deve manter mais de 21 kg de moído ou 42 kg de grão. O pedido novo sai quando o estoque chega ao consumo do prazo de entrega mais três dias de folga. Guarde lacrado, em armário fechado, com um pacote aberto por vez e rotação pela data de torra.